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Assassinados “Porque eram Feliz”

“Foram mortos porque eram muito felizes e a felicidade do casal incomodava o assassino.”

Dia 22 de setembro na cidade de Lecce aconteceu a tragédia onde houve um duplo homicídio.Eleonora Manta,30 anos advogada e tinha passado em um concurso para o INPS italiano e seu noivo Daniele De Santis árbitro da Lega Pro e gerente de um Bed and Breakfast foram massacrados com várias facadas em um prédio na Via Montello, e seus corpos foram encontrados nas escadas do prédio com ferimentos de faca.

Uma cena terrível foram as declarações dos policiais do Departamento de Investigações Científicas que documentaram com fotos e laudos técnicos que agora fazem parte do processo de investigação aberto pela procuradora-adjunta Maria Consolata Moschettini.

Ruídos da luta também foram ouvidos no primeiro andar, onde mora uma inquilino chamado Andrea,que aparentemente reclamou ruidosamente do barulho,acreditando que uma festa estava acontecendo.Dado que é fiável a reconstrução que circulou nos últimos dias segundo a qual Eleonora pronunciou o nome “Andrea” antes de morrer.

Depois de varios dias de investigação a identidade do assassino foi revelada o assassino chama-se Antonio De Marco,de 21 anos e foi um ex inquilino de um dos quartos na casa das vítimas,De Marco morou na casa até metade de agosto onde De Santi pediu o quarto porque começaria a reforma na casa onde depois do casamento iria morar com a sua noiva Eleonora.Segundo os investigadores, ele queria torturar as duas vítimas antes de mata-lás.

A Confissão
“Eu estraguei tudo.Eu sei que estava errado.Eu os matei porque eles estavam muito felizes e foi por isso que fiquei com raiva.” Estas são as palavras com que De Marco teria motivado o assassinato aos investigadores.

Quão incompreensível é a ferocidade com que Daniele e Eleonora foram mortos,enquanto isso,novos detalhes arrepiantes do duplo assassinato emergem. Segundo os investigadores do caso,o assassino,pretendia imobilizar,torturar e matar,depois limpar tudo com candida e detergente,dissolver o corpo do casal no ácido e deixar na parede um recado para a cidade e Lecce.

De acordo com os primeiros resultados da investigação,esta foi a ação de demonstração insana que De Marco teria planejado para a noite do último dia 21 de setembro,quando os dois foram mortos com mais de 60 ferimentos a faca.Cameras de seguranças registraram o trajeto do assassino.

“Um rapaz tímido e introverso” assim descreveram os vizinhos de Antonio De Marco na sua cidadezinha Casarano (Lecce). A casa da via Sciesa onde moram os pais,a mãe Rosa e o pai Salvatore,carpinteiro, está totalmente fechada.As persianas estão abaixadas e nenhum ruído é ouvido. Pelo que descobrimos, o assassino confessado nos dias que se seguiram ao crime teria continuado a freqüentar as aulas regularmente no hospital onde estudava Ciência da Enfermagem,sem levantar suspeitas.

Já no hospital ele foi parado pelos carabinieri às 22h de segunda-feira. Ele não resistiu aos militares,ele parecia resignado.Inevitavelmente,no prosseguimento da investigação será discutido o perfil psíquico do aluno.Segundo o comandante dos carabinieri de Lece,coronel Paolo Dembech,De Marco nunca deu sinais de desequilíbrio,nem teve precedentes de qualquer espécie.

De manhã, muitos chegaram à Piazza Duomo,em Lecce, para o funeral de Daniele e muitas pessoas não puderam entrar na igreja devido à capacidade reduzida imposta pelos regulamentos anti-Covid.Os árbitros do Lecce vestiram uma camisa branca com a foto de Daniele em um campo de futebol e na saída do caixão da igreja o cumprimentaram com o apito triplo que marca o fim das partidas.

Poucas horas depois,aconteceu o funeral de Eleonora que foi celebrado em Seclì.A moça foi vestida com o vestido de noiva de sua mãe. Uma coroa de rosas amarelas foi colocada no caixão branco. Entre os presentes estiveram amigos, colegas do INPS de Brindisi onde Eleonora passou no concurso e começou a trabalhar desde julho do ano passado,mas também muita gente comum.A cerimónia fúnebre é celebrada no cumprimento das medidas anti-Covid e oficiada pelo pároco Don Antonio Bruno: “ Não haverá lugar na terra onde se possa esconder,terá sempre diante dos olhos os fantasmas de Eleonora e de Daniele,converta-se,traga-se à justiça se você é homem ” essas foram as palavras do padre

Um crime ditato de uma vingança por ciúmes e inveja pela felicidade de um casal que estavam reformando a casa onde aconteceu a trágedia,pensando em um futuro juntos.

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