Forte Tre Sassi
Férias Italiana

Museu da Grande Guerra Forte Tre Sassi

Aqui na Itália tem um ditado que diz:“A primeira vítima da guerra é a verdade”
Este museu conta a história pelas palavras dos soldados e não pelos generais,ou pela política,pelos vencidos e não pelos vencedores.
O Museu da Primeira Guerra Mundial foi inaugurado em 27 de setembro de 2002 e abriu suas portas ao público em 12 de agosto de 2003,o material exposto é em sua maior parte propriedade da família Lancedelli, que também é responsável por sua gestão,sendo o resultado de 45 anos de pesquisas.
Mas para saber sobre o museu devemos voltar no tempo.
O forte foi construído entre 1897 a 1901 para bloquear o exército italiano do provável acesso a Val Badia.
O forte foi equipado com canhões de 8 cm M 98 e dois canhões de 6 cm M 98 em capilares de aço blindados,quatro metralhadoras de frente para o Sief-Col di Lana e Passo Falzàrego.
A guarnição era composta de 50 homens sob o comando de dois oficiais, e dois oficiais não comissionados com a tarefa de guardar as trincheiras de Valparola, e dos Edelweiss Stellung e outras posições do Sass de Stria.
Às 13 horas do dia 5 de julho de 1915, o forte foi atingido pela artilharia italiana que disparou das baterias, de Monte Pore, de Prà Pontìn, de Valiàte e de Val Costeàna. As granadas de 210 mm foram capazes de perfurar o telhado em concreto não reforçado e danificar a estrutura, que foi abandonada. No entanto, os austríacos continuaram a iluminá-lo, de modo a induzir a artilharia italiana a considerá-lo ainda operacional. Graças a esse truque, eles continuaram a atacar o forte com óbvio desperdício de balas, o que poderia ter atingido outros alvos militares.
Os soldados austríacos comentaram:”Os italianos são forçados a bombardear mais do que os austríacos o constroem”.
Ainda não há notícias que negue ou afirme essas informações.
O custo de construção do trabalho não é conhecido,nem o custo das bombas.
Um diário de um soldado austríaco diz que nos primeiros dois meses cerca de 80 210 bombas foram disparadas por dia e no total com outros calibres até 450 granadas por dia.
Havia também informações distorcidas em 1915 eles nunca dispararam das 5 torres em direção ao forte,as artilharias posicionadas eram 75 mm e 65 mm a distância era demais para um tiro útil.
Entre as tropas austríacas,fala-se que os italianos dispararam granadas de 240 mm,fornecidas aos austríacos,mas não aos italianos.
Nas 5 torres de 1915 havia artilharia de 75 mm, no verão de 1916 foram colocadas peças de 149 mm e em setembro de 1917 foram colocados 210 mm que nunca dispararam sobre o forte,pois os italianos já sabiam do abandono da artilharia.
Conhecer o museu foi como voltar no tempo na grande querra que durou de 1915 a 1918,vi nós olhos do meu esposo as histórias contada por Nonna Valentinha quando ele era pequeno porque infelizmente não teve a oportunidade de conhecer Nonno Pepino,um mutilado de guerra.
Vi nos seus olhos a sensação e a nostalgia em saber que Nonno Pepino e Zio Pino passaram pela tristeza da Grande Guerra uma guerra sem vencedores,mas uma guerra que trouxe muita morte e destruição na vida de jovens que não sabiam nem segurar uma arma.
Em alguns diários soldados relatam que feridos antes de morrerem chamavam suas mães e esposas,diários que mostram o que realmente passaram os soldados.
Conheci parte de uma história que conheci somente nos livros de história,mas seguir os passos da Grande Guerra me fez sentir arrepios e por um momento senti uma lagrima rolar no meu rosto em ler testamentos cheios de amor e orgulho por lutarem por uma guerra que não teve nem uma pergunta e uma resposta do porque!


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