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A Verdadeira História da Imperatriz Sissi

Visitando o Castelo de Hofburg e Schoubrunn a minha curiosidade tomou um caminho sem volta e improvisamente me vi lendo e vendo todos os vídeos e documentários que eu poderia ver e saber sobre a vida da Imperatriz Sissi,infelizmente um mito caiu na frente dos meus olhos como um grande castelo de carta,porque muitas vezes a realidade não faz parte da alegoria de uma ficção.

Lembro-me quando a 17 anos assisti pela primeira vez o filme “Sissi a Imperatriz” do registra Ernst Marischka com a atriz austriaca Romy Schneider,eu pensei que aquele era o verdadeiro conto de fada a verdadeira história que vimos nos contos da Disney,mas mal sabia eu que a realidade da Imperatriz Sissi era bem outra da alegoria do filme.

Elisabetta Amalia Eugenia de Wittelsbach nasceu em Munique em 24 de dezembro de 1837,a quarta de dez filhos de Ludovica da Baviera e Maximilian José da Baviera,ambos pertencentes à família Wittelsbach.Apesar de um pai ausente com numerosos filhos ilegítimos e muitos amantes,Elizabeth passa uma infância pacífica,entre o palácio da família em Munique e a residência de verão de Possenhofen.
Aos quatorze anos,ela se apaixona por um escudeiro de seu pai,Richard,que no entanto é removido do palácio por causa de sua ascendência indesejável.
Richard morre um ano após a sua partida um evento que perturba profundamente Elizabeth.
Tanto que Sissi fez uma linda porèm muito tiste poesia ao amado.
A principio Sissi não era a promessa esposa do Imperador Francisco José I e sim sua irmã Nené,mas o imperador ao ver Sissi teve o chamado “Amor a Primeira Vista”.

No verão de 1853,a menina Sissi deu seu consentimento ao casamento com o imperador Francisco José I da Áustria o casal começou a se mostrar em público,enquanto as negociações começaram para obter a dispensação papal já que era indispensável porque os dois eram primos de primeiro grau e Sissi era de menor.
Elizabeth é educada ela aprende francês e italiano e as noções mais importantes sobre a história da Áustria.
O contrato nupcial foi assinado em março de 1854,com um dote estabelecido em 50 mil florins pagos pelo pai da noiva e em 100 mil florins pagos pelo imperador.
Em abril, a futura imperatriz é calorosamente acolhida em Viena,onde o casamento suntuoso é celebrado na Igreja dos Agostinianos.
Os primeiros anos na corte mostraram-se no entanto desafiadores,cúmplices nas rígidas cerimônias às quais Elisabeth da Baviera estava sujeita e com distância de seus afetos fez com que a imperatriz se adoecesse constantemente caindo em grande estados de ansiedade e depressão.
Seu relacionamento com a arquiduquesa Sofia mãe do imperador encarregada de transformá-la em uma imperatriz digna, logo se deteriorou devido aos sacrifícios e ao rigor que ela apresentava.

Criticada na corte por causa da educação modesta,enfim a imperatriz fica grávida e dá à luz sua primeira filha em março de 1855,e assim nasce Sofia,chamada em homenagem a sua avó,contra a vontade da Imperatriz Sissi.
Ficou imediatamente claro que a vida na corte não era fácil para a jovem imperatriz as regras eram rígida e Elizabeth começou a manifestar sintomas de mal-estar físico,que provavelmente tinham origem emocional.
Em particular,ela entrou em conflito com sua sogra,que queria transformá-la em uma nora perfeita e que também alegou cuidar do crescimento e da educação de suas duas primeiras filhas,Sofia e Gisella.
Elizabeth, no entanto,tentou se impôs que as meninas a seguissem durante as viagens oficiais que ela fez com o marido nas províncias do império, na Itália e na Hungria, onde percebeu a hostilidade em relação aos governantes pelo povo,que era no entanto,intrigado com sua figura e sua beleza.
Durante a viagem à Hungria, no entanto, Sofia ficou doente e morreu com pouco mais de dois anos de idade.

Tanto era o sentimento de culpa que Elizabeth desistiu de educar a outra filha Gisella.

Nasce Rodolfo o herdeiro do trono em 1858.
A saúde da imperatriz sempre foi precária, tosse, falta de apetite, febre.
Elizabeth tinha muito cuidado com seu corpo,passou por tratamentos drásticos para perda de peso,fazia ginástica e caminhava por horas,para vestir o corpete que lhe dava uma cintura de vespa que levava uma hora.
Ela provavelmente sofria de anorexia nervosa,mas foi por causa de problemas pulmonares que foi aconselhada a mudar o clima e ela literalmente fugiu para a Madeira,longe da corte odiada.
E também do marido que como já havia acontecido com o pai,começara a ter outras mulheres.
Em 1867,ela foi coroada rainha da Hungria para onde se mudou.
Na Hungria,em 1968, nasceu a última filha, Maria Valéria, a favorita de Elizabeth, que cuidou pessoalmente de sua educação.

Uma tragédia devastou sua vida em 1889, quando seu filho Rodolfo se suicidou em Mayerling depois de matar sua amante, a baronesa Maria Vetsera.

Desde os 30 anos, Elizabeth não era mais retratada,sabemos que a imperatriz era muito vaidosa chegava a ser narcisista ela fez construir em cada palácio que morou uma academia a qual se dedicava varias horas ao dia,fazia caminhadas de 6 a 7 horas todos os dias e usava corsetos tão apertados que as vezes desmaiava porque lhe faltava o respiro,algumas roupas eram costuradas diretamente em seu corpo.

Seu cabelo era longo até a cavilha e pesava 5 quilos, era lavado de três em três semanas com 30 gemas e uma garrafa de conhaque,a sua cabeleireira escondia dentro do avental os cabelos que caiam porque se a cabeleireira mostrasse os cabelos era motivo de demissão,quando a imperatriz sentava ela fazia amarrar seus cabelos em um lampadario para descansar o pescoço e pelas fortes dores de cabeça que o peso do cabelo lhe causava.
Sissi era alta 1.73 e pesava 49 quilos,depois dos 30 não existia fotos da imperatriz porque ela achava cada vez mais difícil aceitar sua aparência. Para se libertar do marido e ao mesmo tempo,aliviar seus sentimentos de culpa por negligenciá-lo,acusação feita há décadas por toda a aristocracia austríaca ela até lhe proporcionou uma amante Katarina Schratt.
Schratt, atriz do teatro da corte, era “amiga” do imperador idoso por muitas décadas,mesmo após a morte de Elizabeth.
Em setembro de 1898, a imperatriz foi incógnita a Genebra e, na companhia de uma condessa, ela passeava à beira do lago para buscar o barco para Montreux. Ela foi abordada pelo anarquista italiano Luigi Lucheni, que mantinha um arquivo escondido sob um buquê de flores. Com um único golpe, ele a esfaqueou no peito e depois fugiu, mesmo que fosse pego logo depois. A imperatriz apenas sentiu o golpe, mas também graças ao corpete apertado, ela não notou a ferida. Ele alcançou o barco a pé, mas depois ficou muito pálido. O barco voltou e Elizabeth foi levada para o hotel onde morreu uma hora depois, sem se conhecer devido a um sangramento interno causado pela facada.

E assim termina a triste história da “Imperatriz Sissi”

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