Férias Italiana

Continuação Alpe di Tires Part.2

Depois de fazer uma trilha de 1 hora e meia pelo Parque Natural de Sciliar-Catinaccio subimos a montanha como vós relatei no post anterior finalmente chegamos ao cume no Capitello di Fassa.
A sensação de subir e chegar ao cume foi uma sensação misturada com uma grande emoção difícil de descrever,mesmo eu tentando não conseguiria,ver a obra de arte do nosso pai celestial me mostrou o quanto é grande o seu poder amor e misericordia para conosco e naquele momento o que eu conseguia fazer era agradecer.


Na encosta norte do cume da montanha tem uma trilha que nos leva ao refúgio Alpe de Tires e ali ganhei meu primeiro carimbo da escaladora,que emoção.

O refúgio de Alpe di Tires(em alemão Schutzhaus Tierser Alpl) é uma cabana localizada no município de Tires. Ele está localizado no sopé do Dentes de Terrarossa (Rosszähne),na cordilheira de Catinaccio, localizado entre o Val di Fassa e o Val di Tires no Parque Natural Sciliar.
O refúgio foi construído depois da guerra,quando a fome e a pobreza obrigaram a maioria da população local a emigrar.
Maximilian Aichner de Tires,para evitar esse destino,decidiu assumir a idéia de seu irmão,que pretendia construir um abrigo sob os Dentes de Terrarossa,bem ao pé do cume Tiers.Foi assim que Max,ainda jovem subiu a encosta norte do Catinaccio d ‘Antermoia,alcançando a passagem de Tires, onde começou a construir em 1957. Por 5 anos ele trouxe os materiais à mão de Val Ciamin.Imaginem a força de vontade porque subir a montanha da excursionista já é difícil e com os materiais a mão então foi um grande sacrificio de amor pela sua terra e as suas raízes.
Somente em 1963 ele inaugurou o refúgio.Desde então o edifício passou por muitas transformações,passando por ampliações para permitir que os montanhistas passassem a noite.
Enquanto isso, Max Aichner ainda não terminara seu trabalho em pouco tempo,ele criou duas rotas de escalada:a Maximilian via ferrata e a Laurenzi via ferrata (em homenagem a sua esposa Laura) para realçar as montanhas que sempre amou.
O refúgio é administrado pelos filhos de Maximiliano há mais de vinte anos.
O refúgio permanece aberto a partir de maio durante toda a temporada de verão,
estendendo-se até meados de outubro. É possível durante todo este período dormir em camas em quartos de 2, 4 e 6 pessoas e em beliches em quartos de 8 ou mais pessoas. O refúgio tem 30 leitos nos quartos e 50 beliches com chuveiros.
Chegando no refúgio aproveitamos para almoçar porque como diz o ditado aqui “A montanha abre o apetite” eu que mais pareço a Magali da turma da Mônica não via a hora de sentar e degustar as delicias que somente a montanha poderia oferecer.
Aproveitei e pedi uma sopa maravilhosa de cevada,meu esposo e nossos amigos optaram por outros pratos mais consistente de montanha,em seguida experimentamos os licores,meu esposo tomou o maravilhoso “Bombardinho” que é o rei dos cocktail invernal,muito calorico ideal da montanha no inverno periodo que as pessoas vão as montanhas para esquiar.O cocktail é feito de leite gemada que aqui chamamos “zabaione” e whisky tudo muito quente e no com uma decoração de chantilly.
Em seguida comemos o doce tipico da montanha o Kaiserschmarm uma delicia que se degusta com dois purês um de maça e um de bagas silvestres,esse doce é como o bolinho de chuva mas feito em um modo diferente o seu preparo consiste em farinha,açucar,leite,ovos,baunilha e rum,uma delicia,provar para acreditar.


Depois de degustar e descansar nos esperava o regressar e foram mais de 3 horas de decida da montanha e a trilha.
Vou ser sincera a descida foi cansativa depois de quase 7 horas de caminhada minhas pernas não obedeciam mais o comando do cerebro andava sozinha,mas mesmo cansada essa foi uma das melhores experiência que permanecerá para sempre.
E está foi a última foto eu e meu amor fizemos uma recordação dessa magnifica experiência.

Mas se enganam se as aventuras das nossas férias acabam por aqui porque esse e só o começo.

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